É uma questão que realmente causa perplexidade. Se a empresa já tinha a intenção de extinguir o cargo de auxiliar, a opção mais humana e estrategicamente inteligente teria sido justamente a requalificação. Transformar esses cargos em outras funções, através de treinamento e realocação, não apenas preservaria o capital intelectual e a experiência desses colaboradores, como também economizaria os custos e os traumas de uma demissão em massa. A decisão de simplesmente demitir, quando havia uma alternativa mais construtiva, levanta sérias dúvidas sobre a real estratégia de gestão de pessoas da empresa. Sob uma ótica puramente de negócios, a decisão de demitir em vez de requalificar é curiosa. O custo de demissão (multas, rescisões, possível litígio) e o custo de perder talentos treinados e adaptados à cultura da empresa é altíssimo. Investir na transformação desses cargos, realocando os funcionários para áreas com demanda, parece um movimento muito mais lógico. Protege o investimento já feito no treinamento dessas pessoas e mantém a moral da equipe, que vê a empresa valorizando seus colaboradores. A escolha pelo caminho mais disruptivo sugere que outros fatores, talvez de curto prazo ou não divulgados, pesaram mais.
Constando no site: Ata da 45ª Reunião Extraordinária da Direx - https://www.transparencia.serpro.gov.br/acesso-a-informacao/atas-de-reuniao/atas-2025/diretoria/ata-45a-rde-de-19-09-2025.pdf

Toda a movimentação da empresa não demonstra preocupação com seu quadro funcional, mas sim o desejo de terceirizar, contratando outra empresa para alocar pessoas nas áreas administrativas ? algo que precisamos impedir. Concursos existem justamente para isso: há pessoas que se dedicaram a estudar, foram aprovadas e devem ser chamadas para ocupar os cargos na empresa, conforme a necessidade.
Brasília, 20 de Outubro de 2025
Comissão por Local de Trabalho ? OLT-DF ? Gestão 2025/2027